PRÓXIMO ANTERIOR
 
 
 
 
 

Home » Formações » A SEXTA-FEIRA SANTA, “PAIXÃO DO SENHOR”

A SEXTA-FEIRA SANTA, “PAIXÃO DO SENHOR”


Santos Anjos | 29 March, 2013

Quando falamos de Sexta-feira Santa, o que vem a nossa mente? Sofrimento, dor, tristeza, luto… A sexta feira da “Paixão do Senhor”, não deve ser considerada como um dia de pranto, mas de amorosa contemplação do sacrifício cruento de Jesus, fonte da nossa salvação. Neste dia, a Igreja não faz nenhum funeral, mas celebra a morte vitoriosa do Senhor.

Segundo antiqüíssima tradição da igreja, neste dia a Igreja não celebra a Eucaristia; o alimento fundamental e universal da liturgia deste dia é a liturgia da Palavra. O ato litúrgico deve ser celebrado às três horas da tarde, a hora da morte de Jesus.

Antes de mergulharmos no rito vamos mergulhar um pouco na espiritualidade deste dia. Hoje celebramos o Filho de Deus “que toma sobre si as nossas dores” . O Abaixamento do Senhor até a Morte e morte de cruz, Deus se fez homem e sofre, levando sobre si o nosso pecado. Neste dia é comum celebrar em nossa Comunidade, a Via Sacra e através da meditação podemos perceber o caminho que Jesus tomou. Quando contemplamos que o Senhor cai no caminho da cruz, meditamos que ele se abaixa até nos e nos ergue em nossas quedas. A cruz de Jesus é para nós neste dia, o sinal da nossa salvação. Não haverá a ressurreição se antes não se passar pela cruz, que o Senhor nos convida a tomar para segui-Lo (Cf. Mc 8,34).

O Rito da Sexta-feira Santa é composto de três partes:

Liturgia da Palavra – Adoração da Cruz – Comunhão

LITURGIA DA PALAVRA

Esta primeira parte do rito conserva uma antiqüíssima forma de se ouvir e meditar a palavra. Depois da prostração e de uma breve oração, procede-se imediatamente às leituras. É muito importante que seja conservado o silencio sagrado, a fim de que tudo possa convergir para a palavra.

Após breve homilia, tem inicio a solene oração dos fieis, para as intenções da Igreja e do mundo. A Igreja que tem como chefe Cristo, sumo e único sacerdote, em nome e por meio do seu chefe, apresenta ao Pai, as suas grandes intenções. Neste momento toda a família da Igreja é levada aos pés da Cruz, na qual Cristo morre por todos. A assembléia iluminada pela palavra de Deus, abre-se a caridade, orando: 1) pela santa Igreja; 2) pelo papa; 3) por todas as ordens sacras e por todos os fieis; 4) pelos catecúmenos; 5) pela unidade dos cristãos; 6) pelos judeus; 7) pelos não cristãos; 8 ) por aqueles que não crêem em Deus; 9) pelos governantes; 10) pelos atribulados. A oração dos fieis conclui a Liturgia da Palavra.

A ADORAÇÃO DA CRUZ

Neste momento iniciaria a liturgia eucarística, mas na Sexta-feira a Igreja não celebra a ceia do Senhor, pois, está concentrada no seu sacrifício cruento por este motivo fazemos a adoração da cruz. O Rito nasce como conseqüente ao ato da proclamação da paixão de Cristo. A Igreja ergue o sinal da vitória do Senhor, como que para concretizar a palavra que diz: “quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim” (Cf. Jo 112, 32). Neste dia a Igreja faz um hino de louvor e glorificação a Cruz. A liturgia deste momento já celebra Jesus Cristo vencedor da morte. A Igreja concede indulgências àqueles que neste dia honrarem a cruz exposta nas Igrejas com o ósculo santo .

A COMUNHÃO

São trazidas para o altar, as espécies eucarísticas, o Celebrante convida a todos para a oração do Pai Nosso e após a mesma distribui a comunhão (lembremos que as partículas foram consagradas no dia anterior). O solene ato litúrgico, acaba com uma oração e uma bênção sobre o povo.

O JEJUM PASCAL

Como sinal exterior de participação no sacrifício pascal de Cristo, “para que a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal” (Cf. II Cor 4,11), e como sinal de que “chegaram os dias em que o noivo foi retirado” (Cf. Lc 5, 33ss), a Sexta-feira Santa é dia de Jejum. O Jejum Pascal não é um elemento secundário, mas uma parte integrante do Tríduo. -

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=5210

Deixe um comentário