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Ano da Fé


Santos Anjos | 29 August, 2012

Dom José Francisco Resende Dias fala sobre o Ano da Fé e nos convida a professarmos publicamente a nossa fé


“Tem-se instalado em muitos um sentimento religioso vago e pouco comprometido com a vida; ou ainda várias formas de agnosticismo e de ateísmo prático, que redundam numa vida pessoal e social levada como se Deus não existisse”.

- Fé é elemento central no cristianismo.

A fé dá um sentido profundo à existência, é dom.

A fé é a atitude de quem está plantado no chão sólido da Palavra de Deus.

O sentido de tudo é Jesus, “autor e consumador da fé” (Hb 12,2)

A fé cristã é atitude pessoal e livre, de entrega amorosa e confiante a Deus, a partir da aceitação da Revelação transmitida pela Palavra encarnada: Jesus Cristo.

A crise da fé é justamente a grande crise do sentido. Nosso tempo também é ávido de encontrar o sentido.

Questionamentos:

Quando a presença religiosa se impõe de forma evidente ao observador, em formas externas, estandartes, roupas exóticas, e todo um apelo místico do passado, quem sabe se a própria religião em si já não exista mais e apenas sobreviva nesses traços que remetem a uma nostalgia do passado? Por outro lado, quando a modernidade impõe suas marcas às manifestações religiosas, se tudo vira show, se o padre, ele próprio se torna uma figura aceita por sua performance musical ou outra qualquer, e se for apenas isso e por isso, será ainda possível  falar de uma religião cujos traços se ancoram e enraízam numa tradição milenar testemunhada por mártires, virgens e confessores?

Os “desconstrutores” do século XIX disseram que o mundo estava “desencantado” e sem lugar para o sobrenatural.

Aconteceu o “reencantamento” do mundo, na virada dos anos 70. Paralelamente, a essa expansão da fé, a sociedade se tornou mais consumista, hedonista, individualista e perigosa. O apelo à fé foi uma resposta à contingência e à fragilidade social, ou a fragmentação social se deu porque as pessoas se tornaram individualizadas, por causa da vivência torta da fé?

A religião deixou de ser profética e se tornou cada vez mais terapêutica. A adesão de fé se tornou um assunto individual e privado. Cada um é cristão à sua maneira A velocidade do mundo ameaça engolir a religião. As transformações ocorreram com tanta velocidade que a reflexão não as acompanhou como devia. É bom aproveitar para pensar no tempo da fé.

Anos 60 e 70, tudo devia ser experimentável. Tudo tinha de ser moderno. Nada mais podia ser eterno! O Papa João Paulo II arrastava multidões. Como ficou a Igreja? Ela também virou pop. O mundo novamente desencantado, não queria mais saber nem do Papa nem da Igreja a fé se tornou supérflua mas, a religião está por toda parte.

Algo está mudando. Mas o quê?

Da religião perdida à religiosidade em toda parte, o homem tateia, às apalpadelas, em busca de uma espiritualidade. O homem se cansou dele mesmo. Nunca o Evangelho foi tão atual.

É urgente redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar o entusiasmo do primeiro encontro com Cristo. O homem está cansado de ser o centro falido da existência humana. O que o homem custou a aprender é de qual Outro ele precisa.

O homem quer acreditar, o homem quer Deus. Ano da Fé: convite para amar o que conhecemos e conhecer o que amamos. Todas as comunidades façam publicamente a profissão de Fé.

Catecismo da Igreja Católica: É hora de passar e de fazer passar pela Porta da Fé.

ABRE AS PORTAS, DEIXA ENTRAR O REI DA GLÓRIA!

É O TEMPO, ELE VEM ORIENTAR A NOSSA HISTÓRIA!

CARTA APOSTÓLICA “PORTA FIDEI”

Objetivo: “retomar a exata consciência da fé para reavivar, purificar, confirmar, confessar a fé”.

- O Papa Bento XVI: “os conteúdos essenciais (da fé) necessitam ser confirmados, compreendidos e aprofundados de  maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado” e  ainda objetiva-se: “a profissão da verdadeira fé e sua reta interpretação” interpretação.

- O Papa anunciou o Ano da Fé em 16 de outubro de 2011: “Será um momento de graça e de compromisso para uma conversão a Deus cada vez mais completa, para fortalecer a nossa fé nele e para O anunciar com alegria ao homem do nosso tempo”.

“Estamos diante de uma profunda crise de fé, de uma perda do sentido religioso, que constitui o maior desafio para a Igreja de hoje. A renovação da fé deve ser, portanto, a prioridade no compromisso de toda a Igreja nos nossos dias.

Desejo que o Ano da Fé possa contribuir, com a colaboração cordial de todos os componentes do Povo de Deus, para tornar Deus novamente presente neste mundo e para abrir aos homens o acesso à fé, ao confiar-se àquele Deus que nos amou até o fim, em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado” .

Foi constituído um Comitê ligado à Congregação para a Doutrina da Fé, a qual elaborou as Notas com indicações pastorais para o Ano da Fé.

ESQUEMA DA PORTA FIDEI

a) Introdução (1-3): A porta da fé que introduz no caminho da fé

b) Proclamação do Ano da Fé e suas motivações (4-5)

c) Objetivos centrais do Ano da Fé (6-7)

d) Ações fundamentais do Ano da Fé: refletir, confessar, celebrar e testemunhar a fé (8-9)

e) Dimensões da fé: “ato de fé” e “conteúdo da fé”, pessoal e comunitário (10)

f) O Catecismo da Igreja Católica como instrumento para se chegar a um conhecimento sistemático da fé (11-12)

g) Repassar a história de nossa fé e o testemunho da caridade (13-14)

h) Conclusão (15)

Missa de Abertura do Ano da Fé: 11/10/12 – 19h – Catedral – 2620-2529



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